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Caio Tozzi: histórias para atravessar a adolescência

  • 8 de jul.
  • 3 min de leitura

Autor de mais de trinta livros para jovens leitores, Caio Tozzi publica pela Caxinguelê o romance juvenil Firmeza, meu lugar.


A literatura de Caio Tozzi tem um território muito claro: a juventude. Em seus livros, pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos aparecem em momentos de descoberta, dúvida, conflito e transformação. São personagens que estão tentando entender o mundo ao redor — e, ao mesmo tempo, descobrir quem são.


Caio Tozzi
Caio Tozzi

Escritor, jornalista e roteirista, Caio nasceu em São Paulo, em 1984, e construiu uma trajetória ligada à criação de histórias para diferentes linguagens. Além da literatura, atua em projetos de arte, cultura e entretenimento, já dirigiu documentários, escreveu peças de teatro e criou o podcast #MOCHILA, dedicado a conversas sobre narrativas para pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos.


Com mais de trinta títulos publicados, Caio se consolidou como uma voz importante da literatura juvenil brasileira contemporânea. Foi três vezes finalista do Prêmio Jabuti na categoria Livro Juvenil e também finalista do Prêmio Barco a Vapor. Seus livros já circularam por programas de leitura como o PNLD Literário e o Minha Biblioteca.


Ao longo de sua obra, Caio escreveu sobre primeiros amores, amizade, escola, família, medo, amadurecimento, saúde mental, pertencimento, perdas, descobertas e escolhas. Seus personagens costumam estar naquele momento em que a vida parece mudar de tamanho: quando a infância já não explica tudo, mas a vida adulta ainda parece distante demais.


Entre seus livros estão Charles e a garota que não gostava dele, Sala 1208, Edifício Universo, Super-Ulisses, Procura-se Zapata, Fabulosa Mani, O livro do Cuca, Boa sorte, Dante, além das coleções Zerados! e Sagaz e os garotos. Em diferentes editoras e projetos, Caio construiu uma obra diversa, mas sempre atravessada por uma escuta atenta às juventudes.


Um autor atento às emoções juvenis

Um dos traços mais marcantes da escrita de Caio Tozzi é o modo como ele trata a adolescência sem reduzi-la a uma fase “complicada” ou passageira. Em seus livros, crescer é algo intenso, contraditório, engraçado, dolorido e cheio de perguntas.


Em Charles e a garota que não gostava dele, por exemplo, o autor acompanha um garoto de 13 anos diante das confusões do primeiro amor. Em Sala 1208, oito jovens narram seus próprios dilemas enquanto lidam com o fechamento da escola onde estudam. Já em Edifício Universo, a vida em um prédio se transforma em uma rede de encontros, afetos e solidariedade durante uma madrugada decisiva.


Mesmo quando escreve aventura, mistério ou humor, Caio costuma voltar aos mesmos pontos essenciais: como cada jovem encontra sua voz? Como lidar com as mudanças que chegam sem pedir licença? Como descobrir um lugar no mundo quando tudo parece instável?


Firmeza, meu lugar: encontrar um lugar para recomeçar

Na Caxinguelê, Caio Tozzi assina Firmeza, meu lugar, romance juvenil com projeto gráfico de Paula Cruz e orelha de Lavínia Rocha.



O livro acompanha Tutti, uma adolescente que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando a família perde tudo após o pai se afundar em dívidas. De uma hora para outra, ela precisa mudar de bairro, de casa, de escola e de rotina. Em meio a tantas rupturas, decide procurar um emprego temporário — e encontra uma vaga no Firmeza Lanches.


A lanchonete, instalada em um antigo casarão, logo se torna muito mais do que um trabalho. O Firmeza é ponto de encontro da juventude do bairro, espaço de amizade, escuta, conflitos, festas, paixões e descobertas. É ali que Tutti começa a reconstruir sua relação com o mundo e consigo mesma.


Narrado como uma enciclopédia afetiva, o romance é organizado em verbetes que resgatam lembranças, sentimentos e acontecimentos marcantes da adolescência da protagonista. Aos poucos, cada entrada compõe o retrato de um período decisivo: aquele em que Tutti aprende que crescer também é encontrar novos caminhos quando a vida parece ter saído do lugar.



Por que ler Caio Tozzi?

Ler Caio Tozzi é entrar em contato com uma literatura juvenil que leva seus leitores a sério. Seus livros têm humor, ritmo e leveza, mas não fogem das questões difíceis. Pelo contrário: eles criam espaço para que temas como medo, insegurança, perda, família, amizade, desejo, autonomia e pertencimento apareçam com verdade.


Em suas histórias, os jovens não são tratados como personagens à espera da vida adulta. Eles já estão vivendo grandes acontecimentos, tomando decisões, errando, descobrindo afetos e tentando entender o que fazer com aquilo que sentem.


Com Firmeza, meu lugar, a Caxinguelê publica um romance que dialoga diretamente com essa trajetória. É uma história sobre mudança, trabalho, amizade, primeiro amor e reconstrução — mas, sobretudo, sobre a busca por um lugar onde seja possível existir sem se encolher.

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